Marias há muitas, sua palerma! mas dificilmente haverá outra como tu. És mesmo uma gaja parva com esse teu humor particular e que eu tanto aprecio. Havemos de nos cruzar de novo, tu no teu Alfa Romeu, de cigarro alongado pela boquilha, eu com as minhas botas gastas de gozar contigo.

E quando nos cruzarmos de novo espero que tenhas à mão o doce de figo, porque se não o tiveres, fico zangado contigo :-)

Depois de jantar dirijo-me à casa de banho para limpar os restos de carne que ficaram entre dentes. Antes de chegar à dita, diz-me a T.: “também tenho de ir à casa de banho para lavar a B. (uma caniche velhinha) que ficou com uma poia entalada no rabo”.

Eu não achei que o jantar tivesse sido assim tão mau…

… a chuva que deveria cair depois da relva cortada.

O tabaco não é um vício: é uma virtude de quem fuma.

(Dogma que teve o feliz e oportuno patrocínio dos Tabacos Nariguenses, SA)

Não fiquei nada chocado, muito pelo contrário, ao ler nos jornais este fim de semana que a Câmara de Lisboa tem andado a distribuir casas pelos amigos e funcionários. De facto até fiquei muito feliz com a atitude benemérita e, muito sinceramente, acho que é um exemplo que deveria ser seguido - caso não o esteja já a ser, por todas as autarquias do país (o tempo de oferecer frigoríficos, torradeiras e televisores já lá vai - Valentim está Ban).

Com a actual situação social/demográfica em que o número de casamentos está a diminuir e o número de divórcios a aumentar, não é preciso uma explicação muito elaborada e complicada para justificar a exigência de uma segunda casa para todos os portugueses a ser dada pelas autarquias. Nem é preciso inventar pois ela já existe. Um actual director de departamento da CML, com casa dada há 18 anos, mas que actualmente não a ocupa disse: “… é a minha casa de reserva. Se amanhã tiver de me separar (…), para onde vou?”. E está tudo dito, explicado e justificado!

Os dois dogmas anteriores são dogmas (δόγματα), salvo qualquer correcção a ser publicada em dogma posterior.

O contrário também é verdadeiro: na vida real, tal como na vida sliana, o importante não é tanto o que se faz mas a aparência do que é feito.

Na vida sliana, tal como na vida real, o importante não é tanto o que se faz mas a aparência do que é feito.

Num diz que é uma espécie de continuação de um post de ontem sobre as redes sociais, desde já afirmo que não as percebo muito bem (então para que vais escrever sobre elas estúpido?). Ou seja, não entendo o gozo que tanta gente tem em estar representado no maior número possível dessas tais redes sociais tipo Hi5, Facebook, Twitter, Orluk, Plurk e agora as novas experiências 3D estendidas à Web tais como o ExitReality e o Weblin.

Se às vezes me interrogo sobre o porquê de ter um blogue pessoal, de todo não entendo a necessidade de ter a nossa vida em contínua partilha com amigos e desconhecidos e qual o gozo real de afirmar “eu já tenho 200 amigos na minha rede!” Uau, que bom… e depois em que é que isso contribui de facto para a felicidade de cada um? Um desejo de mostrar que se é o maior, a partir da quantificação do número de ligações ao nosso perfil? Um medo absurdo da solidão e daí a necessidade de estar permanentemente a partilhar o que estamos a fazer no momento? Um desejo imperativo de saber o que estão os outros a fazer?

Para saber mais.

O principal constituinte do post anterior, ou seja, o feijão, veio dos Açores. Mais concretamente das Capelas.

E não é que o raio do feijão se deu tão bem em Nariz? Meia-dúzia de feijões semeados deram mais de 2 quilos do bendito? E o sabor? Não escrevo mais nada antes que me apeteça repetir a dose.