Não fiquei nada chocado, muito pelo contrário, ao ler nos jornais este fim de semana que a Câmara de Lisboa tem andado a distribuir casas pelos amigos e funcionários. De facto até fiquei muito feliz com a atitude benemérita e, muito sinceramente, acho que é um exemplo que deveria ser seguido - caso não o esteja já a ser, por todas as autarquias do país (o tempo de oferecer frigoríficos, torradeiras e televisores já lá vai - Valentim está Ban).
Com a actual situação social/demográfica em que o número de casamentos está a diminuir e o número de divórcios a aumentar, não é preciso uma explicação muito elaborada e complicada para justificar a exigência de uma segunda casa para todos os portugueses a ser dada pelas autarquias. Nem é preciso inventar pois ela já existe. Um actual director de departamento da CML, com casa dada há 18 anos, mas que actualmente não a ocupa disse: “… é a minha casa de reserva. Se amanhã tiver de me separar (…), para onde vou?”. E está tudo dito, explicado e justificado!