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P significa pessoa. Segue excerto do twiterando:

P1: São 17h em Portugal. Estou a mijar.
P2: UAU! Eu estou em Barcelos e estou a comer o meu namorado.
P3: What? Sorry, I’m in California and I don’t understand your language.
P4: Fuck you!
P1: A comer o teu namorado? Altura de lanche. Eu agora também estou a lanchar.
P5: Hi guys. I’m waiting for the bus.
P3: Hi P5! I’m at home.
P6: Estou numa aula e a enviar esta ms pelo telemovel.
P4: Porra!
P7: Estou em trabalho de campo a observar conversas em Castro Verde.
P8: Castro Verde? Estou em Alfeizeirão a comer pão-de-ló.
P3: What?
P1: A tosta mista está a saber-me muito bem.
P2: O meu namorado já se veio e agora eu estou a masturbar-me.
P9: Eu estou a fazer pesquisas de livros da Amazon através do Twitter.
P10: LOL.
P1: Eu prefiro usar o site da amazon. Estou a procurar uma música.
P6: A aula acabou. Estou a ir para o bar.
P3: What?
P11: A escrever a 4ª linha da 1ª página do meu 1º romance.
P5: Hi guys. I’m still waiting for the bus.
P2: Estou numa de orgia. Mas já estou sózinha em casa.
P7: A observação de conversas foi muito boa. Agora vou tentar perceber.
P8: Boa P7! Eu estou a vomitar.
P3: What?
P1: Está a chover e eu estou a ouvir o som da chuva.
P6: Aqui está uma seca e eu estou a secar.
P4: Eu queria estar no deserto, mas estou não sei onde. Merda!
P1: Estou a ficar sem inte…

Num diz que é uma espécie de continuação de um post de ontem sobre as redes sociais, desde já afirmo que não as percebo muito bem (então para que vais escrever sobre elas estúpido?). Ou seja, não entendo o gozo que tanta gente tem em estar representado no maior número possível dessas tais redes sociais tipo Hi5, Facebook, Twitter, Orluk, Plurk e agora as novas experiências 3D estendidas à Web tais como o ExitReality e o Weblin.

Se às vezes me interrogo sobre o porquê de ter um blogue pessoal, de todo não entendo a necessidade de ter a nossa vida em contínua partilha com amigos e desconhecidos e qual o gozo real de afirmar “eu já tenho 200 amigos na minha rede!” Uau, que bom… e depois em que é que isso contribui de facto para a felicidade de cada um? Um desejo de mostrar que se é o maior, a partir da quantificação do número de ligações ao nosso perfil? Um medo absurdo da solidão e daí a necessidade de estar permanentemente a partilhar o que estamos a fazer no momento? Um desejo imperativo de saber o que estão os outros a fazer?

Para saber mais.