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… à alentejana com poejos e tudo.

E nãé que durante a fartura ficãmos falando no gerúndio?

Gostei muito de ler a reportagem na ‘Sábado’ sobre o presidente da Mota-Engil, o ex dirigente socialista Jorge Coelho. Mas, não sei porquê, fez-me lembrar dezenas de outros exs que de polémicos de repente passam a mansinhos. E este até não se deixou fotografar sem gravata, mais mansinho ainda.

Ó Sr. Doutor Engenheiro Arquitecto Gestor etc, então não sabe que tirando a gravata pode contribuir para o decréscimo do aquecimento global? Enfim… “a culpa não pode morrer solteira”…

P.S. Por acaso vi uma receita de coelho no P2 do ‘Público’ que acho que deve ser muito saborosa. Vou experimentar no próximo fim de semana.

Depois de jantar dirijo-me à casa de banho para limpar os restos de carne que ficaram entre dentes. Antes de chegar à dita, diz-me a T.: “também tenho de ir à casa de banho para lavar a B. (uma caniche velhinha) que ficou com uma poia entalada no rabo”.

Eu não achei que o jantar tivesse sido assim tão mau…

se calhar porque só temos um mês de férias.

Como este blogue (e eu) não pode viver só de banalidades e parvoíces (para parvoíces já existem muitos, mas apenas um genuinamente parvo), este post é serviço público.

Eu adoro ovos escalfados e, particularmente, claras de ovos batidas em castelo e ligeiramente escalfadas. Das muitas sopas disponíveis nos menus dos restaurantes chineses, uma das minhas preferidas é a sopa de ninhos de andorinha.

A verdadeira sopa de ninhos de andorinha não se vende nos restaurantes chineses comuns porque é feita exactamente disso: ninhos de andorinha. Não são umas andorinhas quaisquer nem uns ninhos quaisquer: os ninhos são feitos essencialmente a partir da saliva de duas espécies de andorinhas que vivem em alguns países asiáticos, Aerodramus fuciphagus e Aerodramus maximus, apesar de também serem comercializados os ninhos de outras espécies. Devido à pressão existente sobre estas espécies em consequência do consumo dos seus ninhos, elas encontram-se em risco e o valor dos ninhos atinge quase o mesmo valor do verdadeiro caviar (muitos milhares de euros por quilo).

Mas quem goste dessa sopa, como eu, e tenha preocupações ambientalistas e conservacionistas, pode ficar descansado porque só está a comer claras de ovos batidas em castelo e ligeiramente escalfadas.

Ontem a minha filha fez anos e, para comemorar, escolheu um restaurante chinês para irmos jantar. Eu adoro comida chinesa. Claro que em Portugal o que comemos de comida chinesa é tipo ‘fast-food’ mas adoro. Nunca fui à China mas já comi ‘o mais aproximado possível‘ no Canadá, na cozinha de um restaurante na ‘China Town’ de Montreal, junto do ancião da família (e foi com ele que aprendi a não fazer a figura ridícula de tentar comer arroz com pauzinhos em prato raso).

Mas os restaurantes chineses que eu conheço em Portugal (ou pelo menos em Aveiro), têm um grave problema: após a segunda colherada da sopa (que vem sempre a ferver) já me estão a pôr o prato principal na mesa. A única vez em que eu só pedi a sopa e disse ao empregado que só depois de a comer faria o pedido para o prato seguinte, ele fez uma tal expressão de incompreensão e tristeza que nunca mais tive coragem de repetir a proeza. Agora já me habituei a pedir tudo logo de início. Até porque o prato principal também vem sempre a ferver.