Como vivo numa aldeia, não preciso de me deslocar para comprar pão: basta deixar um saco pendurado no portão e o padeiro encarrega-se de deixar o número de pães pretendido. Ao sábado, dentro do saco, fica o dinheiro para pagar os pães da semana. Em certos dias, se há pão em casa, o que o padeiro deixa vai directamente para o congelador. Ontem, ao retirar um pão do congelador, deparo-me com um papelinho dentro do saco:

Conclusão da estória: um pão recebido algures nos finais de Janeiro foi directamente para o congelador e era o pão onde, no respectivo saco, vinha o anúncio do aumento. Desde Fevereiro que ando a comprar pão ao preço de 2007. Não faço ideia de qual é a minha dívida mas o certo é que o padeiro ainda não se queixou. Viver numa aldeia continua a ser muito bom.

8 Comentários

  1. Infelizmente em Lisboa esse sistema é impossível.
    Os meus pais, no entanto, também moram numa aldeia e o sistema é o mesmo. Considero-o fascinante principalmente porque funciona muito bem e sempre numa base de confiança.
    PS – entretanto é melhor veres o congelador porque já deve ter aumentado outra vez. :)

  2. Air: O PS do teu comentário fez-me dar a primeira gargalhada de boca aberta desta semana. Preciso mesmo de ir ver o congelador antes de falar com o padeiro :-)

  3. Sempre sobra algum para comprar cabrinha. Nem é preciso pão.

  4. de-li-ci-o-so!!

  5. Muito bom!!! Mas aí deve haver muito pão congelado, quando se faz a bela da açorda??? lol

  6. Presumo que tenhas uma arca horizontal, tipo silo. De contrário, não terias espaço para ter pão congelado desde Janeiro!

    :-)

  7. ai que saudades…do saquinho do pão e da arca tipo silo :P

    bem na verdade não são mtas :) …e só ir a casa dos meus pais.

    ps. lá o sistema do saquinho era via pagamento diário. adoptou-se o sistema semanal há uns anos, quando se viu que o dinheiro começava a desaparecer misteriosamente do saquinho … são os “novos” tempos :(

  8. Bem…
    Quando leio que uma “arca tipo silo la’ da aldeia” ja consegue congelar, devo depreender que sou muito antigo, comparado aqui com este pessoal!
    Eu ainda sou do tempo em que as “arcas de aldeia” eram grandes caixas de madeira, cheias de sal la dentro, onde se guardavam as carnes e o bacalhau…


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