A (des)propósito do post anterior, cito João Pereira Coutinho (Única, 12 de Julho de 2008): “Os livros não servem para sermos mais «cultos», mais «informados», mais «preparados». Servem para estarem presentes quant[d]o tudo o resto está ausente: eles são o refúgio do mundo quando o mundo persiste em avançar do avesso. Eles são o porto que nos aguarda quando a embarcação está perdida ou destruída. Eles são o primeiro e o último brinde aos amigos que não tivemos, aos sonhos que não vieram. E, como na canção francesa, a todas as mulheres que não nos amaram”.

Apesar da visão muito pessimista (claro que é preciso contextualizar no conjunto do artigo), gosto. E sobre os livros poderia dizer o oposto do que foi dito. Eles são uma presença contínua.

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